Atlantis Technologies
RefATL-2026-GOV-0523 Versão1.0 Emissão23 maio 2026
Relatório de consultoria técnica · Setor público

Sistemas, tecnologias e empresas que atendem os corpos de bombeiros e a defesa civil no Brasil.

Diagnóstico do ecossistema de tecnologias da informação, comunicação, monitoramento, alerta e equipamentos operacionais aplicados à segurança pública e à proteção e defesa civil em âmbito federal, estadual e municipal.

CoberturaUnião · 27 UFs
Camadas mapeadasFederal · Estadual · Municipal
Categorias de análiseSistemas · Empresas · Maturidade
Páginas no relatório base22
02 · Indicadores-chave

O ecossistema em números.

Sete medidas que sintetizam a escala, a fragmentação e o estado atual da tecnologia para emergências no Brasil. Dados consolidados de fontes oficiais (SEDEC, Cemaden, MJSP, CBMs estaduais) até maio de 2026.

27
Corpos de Bombeiros Militares
26 estaduais + CBMDF mantido pela União
957
Municípios monitorados pelo Cemaden
Operação 24/7 sobre áreas vulneráveis a desastres naturais
5canais
Vetores ativos de alerta à população
Cell Broadcast, SMS 40199, WhatsApp, Telegram, TV paga + Google
~85%
Viaturas dos CBMs montadas pela Mitren
Sucessora da Cimasa; dominante no mercado nacional
200+
Cidades operando com Sinesp CAD
Em pelo menos 9 unidades da federação
214mil
Documentos emitidos pelo Sistema Prevenir/MS
Pioneiro nacional do modelo de atos declaratórios
2024
Ano de entrada do Defesa Civil Alerta
Tecnologia Cell Broadcast em 4G/5G — sem cadastro prévio
500mil
Ocorrências registradas pelo SYSBM/CBMPR
Média anual de 130 mil ocorrências atendidas

Distribuição do ecossistema.

Três cortes sobre o mesmo conjunto: por camada institucional, por categoria funcional dos sistemas estaduais, e por maturidade tecnológica das categorias relevantes.

Camadas do ecossistema
Distribuição de sistemas identificados por nível institucional
Categorias funcionais
Sistemas estaduais por família de uso
Origem do desenvolvimento
Como os sistemas estaduais são construídos

Estrutura institucional do setor.

Duas estruturas distintas mas operacionalmente interligadas: o conjunto dos 27 CBMs e o SINPDEC. Em vários estados, o próprio CBM opera a coordenadoria estadual de defesa civil.

NívelÓrgãoPapel
ConsultivoCONPDECConselho Nacional de Proteção e Defesa Civil, com representação federal, estadual, municipal e da sociedade civil.
Central federalSEDECSecretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, no MIDR. Coordenação nacional e plataformas federais.
Operacional federalCENADCentro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. Sala de crise 24/7 com analistas multidisciplinares.
MonitoramentoCEMADENCentro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, vinculado ao MCTI. Cobre 957 municípios vulneráveis.
EstaduaisCEPDEC/CEDECCoordenadorias estaduais, frequentemente operadas pelos CBMs ou ligadas às Secretarias de Segurança Pública.
MunicipaisCOMPDECCoordenadorias municipais — primeira linha de resposta. Cobertura e maturidade muito desiguais.
Marco legal
Lei nº 12.608/2012
Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) e o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC). Define competências da União, estados e municípios, exige Plano de Contingência municipal e cria o Cadastro Nacional de Municípios com Áreas Suscetíveis. É o eixo regulatório de toda a arquitetura aqui descrita.
Ponto de articulação
Bombeiros operam a defesa civil
Na maioria dos estados o CBM opera, na prática, a coordenadoria estadual de proteção e defesa civil — ou mantém vínculo administrativo direto. Sistemas e equipes atuam frequentemente em ambos os domínios.

Sistemas federais transversais.

Camada de chão de fábrica sobre a qual operam estados e municípios. Adoção obrigatória em vários casos. Toque cada sistema para expandir.

Operador: SEDEC / MIDR  Federal

Desenvolvedor: CEPED/UFSC em cooperação técnica com o MIDR.

Marco legal: Portaria GM/MI nº 524/2012 — uso obrigatório pelos entes federados.

URL: s2id.mi.gov.br

Espinha dorsal informacional do SINPDEC. É nele que cada desastre é oficialmente registrado e classificado conforme a Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade). Sem registro no S2iD, não há liberação de recursos federais para socorro e reconstrução — o que torna o sistema crítico para a operação financeira do socorro no Brasil.

Operador: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, vinculado ao MCTI  Federal

Criação: Decreto Presidencial nº 7.513/2011.

Cobertura: 957 municípios vulneráveis, em operação 24/7.

Infraestrutura técnica composta por pluviômetros automáticos, radares meteorológicos, estações geotécnicas e modelos hidrológicos. Sistemas internos incluem o Salvar (visualização de áreas de risco), Siaden (alerta integrado), SISPAD (suporte à decisão) e SGRP (rede de coleta).

Criado pelo Decreto nº 5.376/2005, é o braço operacional da SEDEC. Funciona 24/7 com salas de gestão de crise, monitoramento e operações, e equipe multidisciplinar de analistas de sistemas, engenheiros, geólogos, meteorologistas, químicos, assistentes sociais e estatísticos. Ponto nacional de contato para coordenação federal de resposta a desastres de grande magnitude.  Federal

Inovação tecnológica mais relevante da última década no setor. Em outubro/2022 a Anatel determinou às operadoras a implementação do Cell Broadcast; o sistema entrou em operação nacional a partir de novembro/2024 e foi acionado em larga escala pela primeira vez em São Paulo em dezembro/2024.

Características técnicas
  • → Cell Broadcast em redes 4G e 5G
  • → iOS 17+ ou Android 11+ (fabricados a partir de 2020)
  • → Dois níveis: severo e extremo
  • → Sobrepõe-se à tela mesmo em modo silencioso
  • → Sem cadastro prévio do cidadão
  • → Disparo descentralizado (estados e municípios)
Canais complementares
  • → SMS 40199 (cadastro por CEP)
  • → WhatsApp (61) 2034-4611
  • → Canal Telegram "Defesa Civil Alertas"
  • → TV por assinatura (durante programação)
  • → Google Public Alerts (Maps e Busca)

Operador: Senasp / MJSP  Federal

Função: Controle de atendimento e despacho de ocorrências de urgência e emergência (190, 191, 193, 153, 199).

Adesão: Mais de 200 cidades em pelo menos 9 UFs.

Avanço recente: Integração com AML desde 01/08/2025 — geolocalização automática de chamadas de celular.

Na prática, o sistema federal mais relevante para a operação cotidiana dos CBMs nos estados que o adotam — é nele que se processam as ligações para o 193 e o despacho das viaturas. Principal alternativa: desenvolvimento estadual próprio (E-193/SC, SYSBM/PR).

  • SCDI — Sistema de Cadastro de Deslizamentos e Inundações, mantido pela CPRM/Serviço Geológico do Brasil.
  • PNGRD — Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres.
  • Cadastro Nacional de Municípios com Áreas Suscetíveis — Decreto nº 10.692.
  • Inmet e CPTEC/Inpe — meteorologia federal, fornecem dados de entrada ao Cemaden.

Sistemas estaduais dos Corpos de Bombeiros.

Três grandes famílias funcionais que se repetem em quase todas as corporações: CAD (atendimento e despacho), atividades técnicas (PSCIP, AVCB, vistorias) e gestão administrativa.

Sistemas que processam as chamadas para o 193 e o despacho das viaturas. Convivem três modelos: adesão ao Sinesp CAD federal, desenvolvimento interno e modelo "de bombeiro para bombeiro" (compartilhamento entre corporações).

UFSistemaNotas
SC E-193 / E-Bombeiro Desenvolvido pela DiTI do CBMSC. Autocompletar de endereços via contrato direto com Google, plantão 24/7 via chat, apps móveis FireCast (open source). Em uso no CBM/SE desde 2005 e em implantação no CBM/RS desde 2024 (piloto em Passo Fundo e Erechim). Compartilhado
PR SYSBM Sistema de Registro de Ocorrências e Estatísticas. Reconstruído sobre Scriptcase. Média anual de 130 mil ocorrências, ~500 mil acumuladas. Ciclo completo: abertura georreferenciada, despacho, escala, atendimento, BO com QR Code, BI.
AM Sace Sistema de Aplicativo e Chamadas de Emergência, desenvolvido pela equipe de TI da SSP-AM. Opera 190 e 193 no Ciops desde junho/2018. Custo zero por desenvolvimento interno.
GO SISBOM Sistema próprio do CBMGO, mantido pela corporação.
9+ UFs Sinesp CAD (federal) Adesão à plataforma federal. Caso público: Pará via Segup. Reduz custo de desenvolvimento e manutenção. Integrado a AML desde 2025.

Sistemas que cobrem análise de Projetos de Segurança Contra Incêndio e Pânico, vistorias, emissão de AVCB, credenciamento de profissionais, fiscalização e cobrança de taxas. A denominação "Prevenir" é usada por mais de uma UF para sistemas distintos — reflexo da ausência de padronização nacional.

UFSistemaCaracterísticas
MSPrevenir / Prevenir 2.0Lançado em 24/07/2015. Pioneiro nacional no modelo de "atos declaratórios". 214 mil+ documentos emitidos. Prêmio de Inovação na Gestão Pública. Referência visitada por outros estados. Referência
ALPrevini (substituiu o SAPS)Lançado em novembro/2025 pelo CBMAL. Login via gov.br. Projetos, vistorias, eventos, boletos, credenciamentos, fiscalização. Integração direta com o Facilita Alagoas / Redesim.
AMSISGATSistema de Gerenciamento de Atividades Técnicas da DAT/CBMAM. Cobre PSCIP, AVCB, processos simplificados e revendas (PTSGLP).
PASISGATMesma denominação do AM, implementação independente no CBMPA. Integrado às Estações Cidadania e ao Decreto nº 1.098/2020.
PBBRAVOPortal de sistemas do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba.
GOSIAPISistema Integrado de Análise de Projetos e Inspeções do CBMGO.
TOPrevenirSistema para regularização de edificações contra incêndio e emergência do CBMTO. Denominação coincide com a do MS, mas é implementação distinta.
PRPrevFogoSistema do CBMPR para fiscalização e regularização pós-fiscalização. Notificações por e-mail e Correios, gestão de dívida ativa em integração com a Sefaz/PR.
Administrativo
Gestão de pessoal, frota, materiais
Sistemas para escalas, frota, materiais, financeiro e BI. Mistura de desenvolvimento interno, ERPs públicos, sistemas estaduais centralizados de RH e patrimônio, e plataformas de BI (Power BI, Qlik). Pouco visíveis ao público, mas representam parte significativa do orçamento de TI das corporações.
Mobile
FireCast — referência nacional
Par FireCast CBMSC + FireCast Comunidade do CBMSC. Envia ao bombeiro, em tempo real, o mapa da ocorrência, descrição, solicitante, telefone e pontos de referência, e atualiza automaticamente o status da viatura na central. Ambos open source, com código publicado pela corporação em AndroidStudio.

Ecossistema fornecedor.

Empresas — públicas e privadas, nacionais e internacionais — que fornecem produtos, serviços e tecnologia aos Corpos de Bombeiros e à Defesa Civil no Brasil.

EmpresaOrigemLinha
Mitren (ex-Cimasa)RS / BrasilPlayer nacional dominante. Sede em Santa Cruz do Sul. Fornece historicamente ~85% das viaturas dos CBMs brasileiros e das maiores siderúrgicas e indústrias químicas do país. Linha atual: ABT, ABS, veículos especiais sobre chassis Mercedes, Iveco, Volvo, VW, Ford. Acordo com Iveco-Magirus desde 2007 para transferência de tecnologia de escadas. Líder nacional
Iturri BrasilEspanha (BR)Subsidiária do grupo Iturri (1947). Carrocerias para veículos especiais, manutenção e revitalização de viaturas, EPIs, soluções ergonômicas (Laevo, SkelEx 360).
Iveco-MagirusAlemanhaLíder mundial em escadas mecânicas. Importação direta (Magirus DLK 55 CS, 55m, 360°, 18 andares em 77s) ou licenciamento à Mitren.
RosenbauerÁustriaPresença pontual; principalmente viaturas aeroportuárias (ARFF).
ChassisDiversosMercedes-Benz, Iveco, Volvo, Scania, MAN, Volkswagen, Ford — chassis sobre os quais Mitren e Iturri montam superestruturas.
EmpresaOrigemLinhas
MSA SafetyEUA (subsidiária BR)Capacetes F1XF e linha Gallet, equipamentos autônomos de respiração (SCBA), detectores de gases.
DrägerAlemanhaSCBA, máscaras faciais, detecção de gases, câmeras térmicas.
HoneywellEUALinha ampla — capacetes, vestimentas, calçados, proteção respiratória.
3MEUAProteção respiratória, capacetes, óculos, comunicação Peltor.
IturriEspanha (BR)Roupas de aproximação, uniformes, calçados.
Distribuidores nacionaisBrasilRIO EPI, Central do EPI, 1000 Marcas Safety, Super EPI, loja.bombeiros.com.br — integradores em licitações estaduais.

Roupas de aproximação seguem norma técnica específica e contam, em geral, com três camadas: externa em fibra aramida, barreira de umidade, e camada térmica em Kevlar capaz de absorver até 75% do calor — proteção em temperaturas próximas a 800 °C, conforme literatura técnica do segmento.

Interno
DiTI / DTI / DSI
Padrão dominante. Próprias corporações mantêm equipes de tecnologia. Referências: DiTI/CBMSC, DTI/CBMAL, DTI/SSP-AM.
Universidades
CEPED/UFSC
Principal parceria universitária — desenvolve e mantém o S2iD em cooperação com o MIDR. Inpe/Cemaden, UFRGS, USP em projetos pontuais.
Privadas
Mercado privado
Scriptcase (low-code adotada pelo CBMPR), Hexagon, Motorola Solutions, Tyler Technologies em projetos de capitais. Preventech (PT) como referência lusófona de benchmarking.
  • Anatel — regulador que determinou o Cell Broadcast em out/2022.
  • Operadoras de telefonia móvel — Vivo/Telefônica, Claro, TIM, Algar. Operam SMS 40199 e Cell Broadcast.
  • Google — Google Public Alerts e parceiro tecnológico de CBMs (contrato com a DiTI/CBMSC para autocompletar de endereços no E-193).
  • Operadoras de TV por assinatura — canal complementar de difusão durante a programação.
  • Vaisala (Finlândia) — radares meteorológicos, pluviômetros, sondas. Em redes do Cemaden e em sistemas estaduais como o Simepar.
  • Selex / Leonardo (Itália) — radares meteorológicos de banda S e C em redes públicas brasileiras.
  • Geokon, Slope Indicator — instrumentação geotécnica para monitoramento de encostas.
  • SCADA e CFTV integrados — Hexagon (Intergraph), Genetec, Avigilon, Bosch — em CIOSP/Ciops/Cisp.

Análise comparativa e diagnóstico.

Premissas analíticas do consultor com base nas evidências documentais. Os níveis de maturidade são qualitativos.

Matriz SWOT do ecossistema

ForçasS
  • Capacidade técnica interna das DiTIs/DTIs das corporações maiores (SC, PR, AL, MS).
  • Infraestrutura federal madura: S2iD, Cemaden 24/7, Cenad e Defesa Civil Alerta.
  • Modelo cooperativo "de bombeiro para bombeiro" entre estados (E-193, Prevenir).
  • Indústria nacional consolidada de viaturas (Mitren) com capacidade exportadora.
FraquezasW
  • Falta de padronização nacional de modelos de dados de ocorrências.
  • Baixa interoperabilidade entre os 27 CBMs e entre eles e as defesas civis estaduais e municipais.
  • Maturidade tecnológica muito desigual entre corporações.
  • Coordenadorias municipais frequentemente sem qualquer sistema digital.
OportunidadesO
  • Consolidação de pelo menos um padrão nacional de CAD (Sinesp CAD ou E-193).
  • Maturação do Cell Broadcast e expansão para alertas multi-risco.
  • IA aplicada a despacho (otimização de rotas, previsão de demanda) e a imagens (drones, satélites).
  • Integração CBM ↔ SAMU ↔ PM por dados unificados de despacho.
AmeaçasT
  • Dependência de fornecedores estrangeiros em equipamentos críticos (SCBA, escadas mecânicas, radares).
  • Risco cibernético crescente em sistemas críticos 24/7.
  • Descontinuidade política e orçamentária prejudicando projetos plurianuais.
  • Eventos climáticos extremos (caso do RS em 2024) excedendo capacidade instalada das defesas civis.

Maturidade tecnológica por categoria

Avaliação qualitativa do consultor — escala Baixo / Médio / Alto.

Monitoramento meteorológico e hidrológico
Alto
Sistemas de alerta à população
Alto
Registro oficial de desastres
Alto
CAD — atendimento e despacho
Médio-Alto
Atividades técnicas (PSCIP/AVCB)
Médio-Alto
Aplicativos móveis para guarnições
Baixo-Médio
Sistemas municipais de defesa civil
Baixo
Interoperabilidade entre sistemas
Baixo

Recomendações estratégicas.

Onze recomendações organizadas por público-alvo, ordenadas por urgência. Premissas do consultor com base no diagnóstico apresentado.

Para a União — SEDEC, MJSP, MCTI

R1
Instituir padrão nacional mínimo de dados de ocorrências e desastres
Definir, sob coordenação SEDEC e Senasp, vocabulário e schema mínimos para CAD, PSCIP/AVCB e desastres. Permitiria estatísticas nacionais consolidadas e benchmarking entre UFs. Inspiração: NFIRS norte-americano.
→ União / órgãos centrais
R2
Consolidar e modernizar o Sinesp CAD
Tratar como infraestrutura nacional de longo prazo, com SLA público, roadmap plurianual e APIs estruturadas para integração com sistemas estaduais. A integração com AML foi avanço relevante; próximo passo é interoperabilidade com S2iD.
→ Senasp / MJSP
R3
Expandir o Defesa Civil Alerta para alertas multi-risco
Hoje concentrado em desastres hidrológicos e geológicos. O Cell Broadcast permite alertas para acidentes químicos, eventos de saúde pública, falhas em barragens, ataques a infraestrutura crítica. Demanda articulação Anatel + MJSP + MCTI + órgãos setoriais.
→ SEDEC + Anatel

Para os CBMs estaduais

R4
Avaliar adesão a sistemas maduros antes de desenvolver internamente
Corporações sem capacidade interna robusta devem considerar (a) adesão ao Sinesp CAD, (b) adoção do E-193/CBMSC, (c) replicação do modelo Prevenir/MS para atividades técnicas. Reduz custo, time-to-deploy e dívida técnica.
→ CBMs estaduais
R5
Adotar padrões abertos e APIs públicas desde o início
Sistemas em desenvolvimento devem nascer com APIs documentadas (REST/OpenAPI), modelo de dados publicado e licenciamento que permita reuso por outras corporações. Caso de referência: FireCast/SC, open source em AndroidStudio.
→ DiTIs / DTIs
R6
Estruturar plano plurianual de cibersegurança
Sistemas de despacho 24/7 são alvo crítico. Classificar formalmente como infraestrutura crítica, conduzir avaliação de risco anual, implementar SOC com monitoramento ativo e prever planos de contingência manual.
→ CBMs + Secretarias de Segurança

Para defesas civis municipais

R7
Universalizar o uso pleno do S2iD
Treinar equipes para registro tempestivo e completo — condição para acesso a recursos federais de resposta e reconstrução.
→ Compdec
R8
Integrar-se aos sistemas estaduais de monitoramento
Operar em sinergia com a CEDEC e o Cemaden, recebendo alertas e disparando ações locais previamente planejadas (planos de contingência da Lei 12.608).
→ Compdec + CEDEC
R9
Investir em capilaridade comunitária
Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudec), simulados periódicos, mapeamento participativo de áreas de risco. A tecnologia federal é necessária mas insuficiente sem capacidade local de mobilização.
→ Compdec

Para fornecedores privados

R10
Posicionar-se em integração e dados, não em substituição
Mercado avesso a substituição em massa de sistemas internos consolidados. Oportunidades em (i) BI e analytics sobre dados existentes; (ii) integração entre sistemas heterogêneos; (iii) SaaS para municípios; (iv) IA aplicada (visão computacional para drones/satélites, previsão de demanda, otimização de rotas).
→ Fornecedores privados
R11
Aderir aos padrões nacionais à medida que surjam
Apostar precocemente em modelos de dados nacionais, autenticação gov.br, integração com S2iD e Sinesp CAD reduz fricção comercial e cria vantagem competitiva sustentável.
→ Fornecedores privados